Estilo pessoal não é imutável

Que a moda muda (e cada vez mais rápido) a gente já sabe. As redes de fast fashion estão aí pra provar que as tendências arrasadoras e de vida curta estão aí e vendem! Mas todo guru de moda sempre bate na tecla de que ninguém deve deixar de lado o estilo pessoal. Aí eu pergunto: e o estilo individual de cada um, esse também muda?

Salvo aquele período da adolescência em que todo mundo quer, com mais ou menos intensidade, se sentir aceito por esse grupo hoje e naquela amanhã, o estilo pessoal tende a ser aceito como um conceito imutável ou que pouco muda ao longo dos anos. Mas a verdade é que o estilo pessoal, verdadeiro e intrínseco, é um reflexo de quem somos. E a gente muda o tempo todo.

Aliás, prefiro pensar em evolução em vez de mudança, posto que tudo que sabemos e tudo que somos continua ali. Vamos apenas agregando conceitos, jeitos de viver e ideologias que se encaixam melhor em nosso momento. Assim, afirmo aqui com todas as letras: o estilo pessoal de cada um também evolui com o tempo.

Assim como na natureza, evoluir é uma questão de adaptação e isso também se aplica à mudanças no estilo pessoal. Se eu trabalho do meu home office, conforto é muito mais importante do que um delineado perfeito, saia lápis, salto alto ou uma camisa perfeitamente passada. A idade (que é apenas um número, ok?) também influencia, mas aviso desde já que ela nunca deve ser limitante, assim como nenhum outro rótulo.

Estilo pessoal

Não é à toa que ouvimos, vez ou outra, aquela conversinha do tipo “agora sou mãe, não posso usar isso ou aquilo”. Ser mãe transforma uma mulher, muda a sua rotina e altera completamente suas prioridades. E isso reflete nas roupas, é claro! Assim, uma mudança na vida leva a outra por inúmeras variáveis e isso é perceptível na imagem que essa nova mulher transparece pelo corte de cabelo, pela quantidade e cores das maquiagens e, é claro, pelas roupas que escolhe vestir.

As mudanças não precisam ser grandes para que o estilo evolua, afinal, diariamente adicionamos ao nosso repertório novas informações, novas ideias e novas opiniões. Aos poucos elas se somam e aquilo que parecia “tão a minha cara”, uma peça tradutora de tudo aquilo que eu sou passa a ser uma peça tradutora de tudo aquilo que eu era. Vale lembrar que a mudança do status não é impedimento para nada: cada um veste o que quiser e quando quiser.

Quem eu era fica no passado para ser lembrado com carinho. Quem eu sou hoje me é mais importante agora. Quem eu vou ser amanhã ainda não sei, mas posso projetar meus desejos, trabalhar para que eles se realizem e confiar que vou estar arrasando com um  look cheio da minha personalidade quando esse momento chegar.

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